quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A Máquina de Algodão Doce .

Meus lábios ressecam com a sua demora! e as horas me vigiam até a sua chegada. Onde vai à pressa quando morre o sonho? Por isso, te peço, te imploro e evoco ! Não devore os nossos planos. Por que , ainda se isola em sua consciência? se tu sabes que esmola se dá, a quem não vê orgulho em pedir clemência. Tanto sacrifício eu fiz, para se tornar um pai devoto , fiquei próximo ao mar revolto, à beira do abismo ninando fetos em incubadeiras de cristais finos . Me entristece não ver mais a tua chama acesa, brilhando sobre a mesa próspera ,de pessoas afetuosas e alimentos saudáveis . Não devo brindar o hoje, Brindo os longos anos de densa incerteza. Minto ao fingir que não vejo, o teu desejo ardente perturbando o vilarejo inteiro .Por bem! te peço. Esquece essa loucura! que te deixa ensandecida , no pátio dos suicidas, rompante e confusa à beira da pólvora, ceifando inocentes por prazer servil , deflagrando a carência do saber covil . Enquanto homens passíveis caiem nas esquinas das metrópoles , a sua alma bebe em goles rasos a champanhe da derrota do próximo. eu já tentei salvar você por muitas vezes, antes da degola, nesse instante, tento desesperadamente a tua rendição. Passo a vez de morrer para te salvar nesse instante . As nuvens pesam como chumbo a cada pensamento meu , rompendo o firmamento eu resgato e absorvo o sofrimento que você negociou, nos dias de calmaria, onde a chuva de cloreto de césio só molhava quem se encantavacom a grinalda incandescente , tentando fugir da própria natureza que não socorre a quem tardia . Meus lábios ressecam e o sangue predomina em minha jugular , como um vinho balsâmico, me embriaga e me faz companhia nesse habitar . Iludido eu não ouço a sirene que salva a Cia. e a fábrica desaba lotada de máquinas involuntárias sobre a minha mente anarquista . Eu, meus pensamentos e as automotivas, estamos ligados na eletricidade do dia . Inalo a fumaça sem pressa , o surto me envolve e nele me afogo e me amparo na borda da minha própria desgraça, hienas sorriem e se dispersam em meu Saara mental, ao ouvir o tocar do clarim em minha consciência, enquanto as fardas da hierarquia se rasgam, mostrando a pele queimada da mágoa. Não me deram asas para aterrizar, nesse solo sem arados , onde a lagoa foi aterrada para dar mais conforto aos carros de passeio, matando toda vida nativa da região. Os meu pés são frágeis feito cerâmicas para firmar nessa terra não prometida. Os meus lábios ressecam a dor do amor constante , o retrato fiel que um autor anônimo pintou , por pressupor a dor estampada no sembrante reflexivo em lugar baldio, transeunte das ruas de nomes perdidos. Nesse instante me encontro. Eu já sei onde estou ! Mas, não sei mais quem sou. Me consolo , pois o sol hoje está lindo, despontou com louvor e trouxe consigo a cor da fruta cítrica mais linda do pomar que encontrou no expoente. Nesse momento os seus raios intensos se espalham, como uma ciranda de crianças no altar . Renovando a glória, e o retorno ao lar ,da criança que outrora existia em meu olhar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A Força da Paz

Bom dia! sublime e estimável saudosismo dos dias não vividos a dois. Degusto assombros generosos, de madrugadas herdadas pela angustia e pelo o ódio. Boa tarde! sereno senso de loucura o qual oprimo, torturo e nutro em meu âmago. Firmamento conquistado sobre a honra de aventuras depurantes, desconexo ao íntimo, talhado pelo escultor do mundo cão. Não quero a cumplicidade violável das metáforas, não me indique o momento do aceno, espere o idiota condecorado arremessar a garrafa na embarcação, enfurecendo o mar da redenção. Boa noite! temático sofredor, não irei amar a todos os quais comprimento, e sorrio disperso. sim, sou sarcástico e alvejo os tolos há tempos! Necessito de assistência, feito os índios puros , os mares profundos, os seres de Marte e as mulheres do Pelourinho. Quero todos ao meu redor, perpendicular comigo, planado sob a foz do Iguaçu. milhas à frente da maldade do ser pensante das planices. Longe do período da desova do bicho homem, distante do perfume de fumaça das metrópoles. Trago minha reflexão para o hoje, e sabes o que vejo? ou melhor, o que não revejo! os jovens brincando nas ruas , fazendo suas peripécias, longe da TV, que educa o filho do pai ausente, e distante do game americano, que ensina a criança,a brigar , a roubar, a matar; não vejo mais , o carrinho de rolimã,a ciranda , a amarelinha, o chicotinho queimado; das brincadeiras de minha infância , só restou a de polícia e ladrão e a carniça. Será uma boa hora, agora, para filosofar sobre os empreendimentos da alma? Quanto vale a testosterona de um jovem, no mercado negro do imediatismo? Vale muito pouco, e o que lhes sobram, é consumido pelo capitalismo das esquinas, pelos mercantilistas da desgraça humana. A anistia até hoje é prometida, mas sabemos que está enclausurada nas favelas e nos morros da capital, com franquias e ramificações espalhadas pelos quatro cantos do país, se reunirmos todos os que estendem a mão para implorarar o pão, teríamos um Japão dentro do Brasil. já não sabemos mais, onde começa o braço e termina o cano da arma , já não sabemos mais se temos dedos ou gatilhos, se temos idéias ou pólvora, se temos cérebro ou projeteis perdidos na cabeça. somos todos cativos, sem exceções ou regras. Vivemos a materialidade do mundo, somos pagos, somos vendidos e portanto negociáveis. Somos escravos modernos , registrados,uniformizados e rotulados. Podem abrir mil vezes a cabeça de um boçal, mas o seu querer é inviolável; o momento da raiva, o instante de prazer ,o cair da lágrima, o sorriso com graça, são independentes, autónomos e anárquicos. podem vigiar meu sono, mais nunca vão viver meu sono, somos seres imaculados. Ao contrário de uma força inversa, que nos faz ter pressa, para cumprir mandados , mandatos e maltratos. Essa força contrária, coagula o sangue e a gangue, prejudica todo o organismo, infecciona veias e avenidas; vírus mutante, extirpador da ingenuidade, da caridade e da generosidade, nos assombra; transforma em mortos vivos, os homens sem planos. A noite sempre desaba com lesões; Assim funciona o cair da madrugada no sudeste brasileiro, repleto de feridos e desassistidos; os mendigos e seus vira-latas aguçam o faro da morte, a madrugada está trajada de frio e viva de fome, à procura de homens para nutrir o mundo cão, que vive à margem da sociedade, nessa guerra entre submundos, o sangue quente dos jovens soldados do tráfico, mata a sede dos vampiros, por ser um sangue doce, encorpado e dopado, muito apreciado pelo mal. há fartura de crianças, velhos e mulheres, presas fáceis, raquíticas , desnutridas , morimbundas e convalescentes; carne fria de pouca pulsação, porém, sem resistência ao caçador, um cardápio extenso de traumas, neuras , fobias e abandono social. enquanto o cão se farta, reflito sobre a débil comunhão empresarial, centrífuga a emoção de um país dito laico; não tenho mais estômago para tanta carnificina, onde está o elo perdido dessa dor plantada em meu peito? será preciso morrer, para perecer a raiz do egocentrismo, ah! Essa metástase social, corrói o meu coração, vejo minha nação feito um câncer em estado final, padece sem reação, enquanto as industrias farmacêuticas enriquecem. Qual a solução, abrir uma conta conjunta com Deus? Para salvar-se da barbárie. Eu tenho que ter um álibi, sou um criminoso impotencial, os zumbis me cercam, a cruz virou trincheira,na terra que o homem falou que Jesus prometeu,será que fomos esquecidos, ou estamos anestesiados demais para ver o sinal de fumaça no céu. O paraíso fiscal está com todas as reservas esgotadas, vôo com dificuldade, sou um anjo baleado, minha asas são grandes para proteger tantos desamparados, por isso tenho tantas perfurações. Senhor! por favor, abra concurso no céu para outros anjos da guarda, pois a pátria está sendo saqueada , enquanto a praga da corrupção se prolifera. Precisamos de ajuda celestial, uma força de paz, repleta de anjos; pois os homens da força nacional , sem teu amparo, não vão dar conta dessa guerra pseudo-social.